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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Mas e a prática?

Estava pensando sobre o que escrever para o post desta semana, queria falar sobre algo na prática, por que, por mais que a teoria seja importante a prática costuma ser diferente.

Pra quem não sabe trabalho em uma multinacional fabricante de embalagens, o público se divide em pessoal administrativo e fábrica. Na unidade que trabalho são mais de 600 colaboradores, e eu me pergunto como ouvir todas essas pessoas e fazer uma comunicação eficaz?

É claro que precisamos criar mecanismos, processos, ferramentas para garantir o fluxo da comunicação. Jornal mural, quadro de avisos, email, intranet, são muitas as opções, mas será que estamos ouvindo os funcionários? E como trabalhar todas essas informações a favor da comunicação?

Os instrumentos funcionam? Sim funcionam, mas não podemos esquecer que a comunicação não é algo controlável, ela acontece todo tempo no cafezinho, no almoço, nos corredores, etc. é que chamamos de comunicação informal. Esta que acaba muitas vezes sendo mais rápida que o próprio departamento de comunicação. E não podemos esquecer também das reuniões, o que os lideres comunicam a sua equipe, também é um fluxo muito importante.

Se a comunicação interna é um processo que garante o fluxo de informações entre empresa e colaborador é preciso estabelecer o famoso “equilíbrio entre os interesses”, mas como? Acredito que um primeiro passo é o profissional entender que mais do que planejar e executar ações, quem trabalha com CI deve por em prática sua capacidade de ouvinte durante todo tempo que esta na empresa, ou ate mesmo fora dela com os colegas de trabalho, desta forma conseguimos antecipar possíveis problemas, esclarecer informações distorcidas, etc.

A cada dia do meu trabalho percebo que a comunicação deve literalmente permear as áreas, não ficar somente atrás de um computador elaborando comunicados, temos que andar pela empresa, ir até a fábrica, passar pelas áreas, conversar com as pessoas, ver realmente o que acontece, o que as pessoas fazem e passam no dia a dia, só assim conheceremos nosso público e saberemos o que dizer e o que realmente funciona.

Em um artigo publicado por Monica Alvarenga* ela cita um texto de C. Rogers e F. J. Roethlisberger de 1952, que já dizia “podemos alcançar uma comunicação verdadeira e evitar essa tendência a avaliar (que, segundo os autores, obstrui a comunicação) se ouvirmos com compreensão. Isto significa perceber a ideia e a atitude expressas do ponto-de-vista da outra pessoa, sentindo como isso parece à pessoa, compreendendo seu quadro de referência sobre o assunto que está sendo discutido.”

Por: Alinne Arantes
 
Disponível em: http://www.aberje.com.br/acervo_colunas_ver.asp?ID_COLUNA=257&ID_COLUNISTA=57

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