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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Os melhores líderes


No início deste mês foi publicado pela editora abril o Guia das revistas parceiras VOCÊ S/A | EXAME  “150 melhores empresas para você trabalhar 2010”. Entre os diversos pontos analisados nas empresas vencedoras, a característica que mais se destaca é sem dúvida nenhuma a liderança. 
Nas empresas campeãs os líderes são os responsáveis por compreender e traduzir os anseios e necessidades dos colaboradores com a cultura e objetivos estratégicos da organização. É nesse ponto que se destacam os líderes que realmente conseguem alinhar os interesses entre seus funcionários, daqueles que representam apenas o papel de chefia. Esses verdadeiros líderes conseguem que as pessoas se sintam valorizadas e satisfeitas com a empresa e por consequência fazem com que sua equipe entregue melhores resultados.
Segundo José Drummond Jr., presidente da campeã do ano, Whirlpool - que está presente no guia desde sua primeira edição em 1997 - “O máximo do perfil de um líder é trabalhar todo dia para desenvolver gente melhor do que ele”. Assim, o objetivo do líder deve ser atrair, desenvolver e reter profissionais que tenham os valores em sintonia com objetivos da empresa. 
 
 Vale lembrar que as empresas que participam desse anuário são avaliadas por seus funcionários, que não são obrigados a responder e podem falar para os jornalistas da Você S/A o que realmente ponderam sobre seu ambiente de trabalho. Esse é um selo importante, pois mostra o valor e força que os funcionários possuem dentro e fora das organizações. 
É claro que levar uma liderança efetiva do discurso até as atitudes práticas não é uma tarefa fácil, porém as 150 melhores empresas vencedoras do ano estão aí para provar que sim, é possível. Empresas que possuem líderes com essa habilidade conseguem que sua equipe trabalhe melhor e produza mais. 
Por Renata Ferreira

Fonte: Guia Você S/A | EXAME "150 melhores empresas para você trabalhar 2010"

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Medo de ouvir, refletir e mudar

A comunicação interna se esforça em ouvir os colaboradores, ao construir um planejamento que entenda suas necessidades, a fim de melhorar os relacionamentos. Contudo, isso não é o suficiente para alcançar a efetividade de suas ações. Nesse contexto é fundamental que haja por parte da liderança da organização a predisposição em ouvir os resultados, enfrentar os problemas e investir em mudanças.  

O diagnóstico de comunicação reflete todo o composto de relações entre a organização e seus públicos, porém muitas vezes ele não revela à alta gerencia o que ela gostaria de ouvir. Por isso, a resistência da liderança em escutar pode estar vinculada à disputa de egos e medo por parte de quem gerencia.  

 A comunicação tem como desafio a boa argumentação e sensibilidade ao abordar temas delicados, como mostrar ao líder que o problema de comunicação passa por ele, e que ele precisa mudar. Muitos líderes não querem ouvir os problemas e efetivamente mudar, pois não entendem a importância de se ouvir para então planejar com efetividade - o que garante melhor resultado. 

A dificuldade da comunicação não está em conseguir dados relevantes para empresa, mas no fato da falta de vontade da liderança em ouvi-los e encarar um processo de mudança que garanta (de fato) atender os anseios dos seus públicos.   

Isso se configura em um abismo entre os colaboradores e quem possui o poder de decisão da organização. Cabe ao comunicador manter o equilíbrio nesse cenário de “jogo de forças” e medos que permeiam a comunicação organizacional.  Desse modo, a comunicação será definida como estratégica ou apenas uma forma unilateral de disseminar informações.   

Por Renata Ferreira  
 
Fonte: www.aberje.com.br/acervo_colunas_ver.asp?ID_COLUNA=263&ID_COLUNISTA=31