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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Ouvir e Comunicar


   É comum ouvirmos alguém dizer que é um bom ouvinte, muitos se autodenominam assim por acreditarem que a sua capacidade de audição é excelente, porém poucos sabem que a sua capacidade de armazenamento de informações é limitada. A habilidade de ouvir, vai além do simples escutar, mas sim compreender o que de fato é dito.

   Muitas falhas na comunicação empresarial podem ser atribuídas a esse fato, como comprova um estudo realizado em três instituições norte-americanas (University of Minnesota, Florida State University e Michigan State University), em que imediatamente após ouvirmos uma palestra, em média não lembramos de metade do que foi dito independente da atenção que dedicamos à apresentação. Após oito horas, tendemos a recordar somente 1/3 do que ouvimos. E depois de dois meses, normalmente recordamos de 25% do que assistimos. São dados impressionantes quando nos damos conta em quanto investimos em aprendizado, quando na verdade seria melhor investir e dedicar-se a aprender em como adquirir esse conhecimento.

   Durante os anos escolares realizamos diversos exercícios de leitura em voz alta, quando tínhamos que ouvir um colega, mas pouco se prestava atenção no conteúdo, já que nosso foco estava no ponto em que ele iria parar, pois a professora poderia nos escolher para continuar a leitura. Logo, o sentido da audição deveria ser melhor trabalhado em nossa educação para evitar futuras falhas na comunicação.

   No dia a dia das organizações as interferências e a velocidade em que são ditas as informações são fatores que influenciam a nossa capacidade de concentração. Cabe ao comunicador perceber que as capacidades e limitações diferem um dos outros e que ao comunicar deve-se levar em conta os possíveis ruídos que interferem na habilidade de ouvir, como a emoção, defesa, pressão e a ansiedade. Dessa forma poderá identificar a melhor ferramenta para a transmissão clara das informações, por consequência a retenção dessa mensagem por sua equipe.


Por Raquel Longo

Fonte:http://www.aberje.com.br/acervo_colunas_ver.asp?ID_COLUNA=15&ID_COLUNISTA=19

sábado, 15 de maio de 2010

Honestidade, Lealdade e Confiança

O processo de comunicação envolve o diálogo, isso é: o falar e, sobretudo o ouvir.

Parece básico dizer que ouvir seja necessário, mas essa atitude é rara ainda na maior parte das organizações. É verdade que os públicos exijam que as organizações sejam cada vez mais atentas, mas será que elas realmente compreendem o que seus públicos desejam?

A prática de ouvir não se resume simplesmente em escutar as diversas informações, que estão presentes diariamente ao nosso redor. Ouvir significa participar de maneira ativa, por meio de comportamento que demonstre a empatia pelo o que é dito pelo outro. Essa atitude empática pode ser resumida na capacidade que a empresa tem de compreender a posição do colaborador, não apenas nas palavras ditas, como também no conjunto de comportamentos não verbais.

Quando há interesse real no outro a empresa consegue equilibrar as necessidades de ambas as partes, criando um elo de comunicação e relacionamento, o que gera lealdade nas ações por parte dos colaboradores. Essas relações pautadas na honestidade e lealdade geram um ambiente de confiança onde é possível entender prevenir problemas e possivelmente solucioná-los.

No mundo atual é inconsistente uma empresa ter um discurso que não condiz com a prática, por isso que o processo de ouvir precisa estar inserido nas políticas da organização para que esse processo ajude a reforçar a cultura organizacional. A cultura do dialogo é uma estratégia de comunicação para empresas atuais.

"De todos os sentidos, o mais importante para a aprendizagem do amor, do viver juntos e da cidadania é a audição. “No princípio era o Verbo”; “Antes do Verbo era o silêncio.” É do silêncio que nasce o ouvir. Só posso ouvir a palavra se meus ruídos interiores forem silenciados. Só posso ouvir a verdade do outro se eu parar de tagarelar."
(Rubem Alves)


Por Renata Ferreira 


recomendação de vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=bmezYAQsoEs

domingo, 9 de maio de 2010

Ouvir também é estratégico!


Na última sexta-feira o Prof. Fabio Caxito publicou em seu blog, “Acelere sua Carreira”, alguns resultados de sua pesquisa* desenvolvida para conhecer a realidade brasileira, sobre a geração y e o mercado de trabalho.
Nesta pesquisa foi constado que 84,3% dos jovens buscam um ambiente de trabalho justo, no qual suas idéias e opiniões sejam ouvidas. Porém, apenas 65,3% consideram que a empresa os ouve.

Todos nós sabemos que essa geração está promovendo mudanças no mundo corporativo. Agora pensando nesta constatação pela ótica da comunicação corporativa: Será que os comunicadores e até mesmo os futuros comunicadores, pertencentes a esta nova geração, estão realmente dispostos a ouvir ou apenas a falar?!

Não existe um “ser” concreto chamado organização nem um “mundo” que seja apenas corporativo, ambos são formados por pessoas, seres humanos, que constroem e ditam regras para o funcionamento dessas instituições.

É importante que as organizações pensem em políticas e mecanismos de comunicação interna para ouvir seus públicos e principalmente seus colaboradores. Sem esquecer que apenas instrumentos não suprem essa necessidade.

Então é nesse contexto que o comunicador deve exercer um papel estratégico na articulação dos fluxos da comunicação dentro da organização, atuando de maneira eficiente tanto para comunicar, quanto para ouvir.

Por Alinne Arantes 

*Pesquisa realizada com mais 300 jovens de uma universidade particular situada na Zona Leste de São Paulo.
Disponível em: http://www.aceleresuacarreira.com.br/2010/05/como-motivar
-geracao-y.html

segunda-feira, 3 de maio de 2010

As redes sociais que falam


Consumidores cada vez mais exigentes usam redes sociais para reclamações ou manifestação de opinião.


Redes sociais como Twitter, Orkut, Facebook, Blogs, Wordpress, entre outras; são canais de livre expressão de opinião de pessoas que, por muitas vezes, assumem o papel de consumidores satisfeitos ou não com as marcas, produtos ou serviços que lhes são oferecidos.



Essas novas mídias têm a característica de espaço livre, sem repressão de opiniões ou cobranças por participação. Em geral, seus membros têm perfil semelhante e participam de grupos com pessoas de hábitos e características similares, construindo um ambiente propicio para discussão e formação de opinião.

Por estas características podemos deduzir o quanto é difícil proteger uma empresa ou marca de ser exposta em um tweet ou em uma comunidade do Orkut, por exemplo. Empresas atentas as mudança que a web 2.0 trouxe começaram o processo de monitoramento dessas mídias e desenvolveram a habilidade de ouvir seus clientes por meio desse novo canal.

O Boticário, maior rede de franchising de cosméticos e produtos de beleza do mundo, foi a pioneira nesse processo e em 2005 já tinha seus olhos voltados para as manifestações de seus consumidores na web. Por isso, virou case e exemplo para outras empresas quando respondeu prontamente por e-mail uma consumidora que fundou uma comunidade no Orkut em manifestação à descontinuação da marca One of Us. A consumidora, satisfeita com a iniciativa, postou a resposta do Boticário publicamente na comunidade elogiando a postura da empresa.

“Interagindo com os nossos consumidores por meio dos sites de relacionamento, conseguimos marcar presença do Boticário em um novo, e cada vez, mais relevante canal de comunicação. Temos que saber não só que a marca está na internet, mas como ela está na internet", comenta Artur Grynbaum, Presidente de O Boticário em entrevista para Revsita ABA.

Manter um canal de relacionamento com o consumidor é ferramenta estratégica e de grande importância, porém, é cada vez mais difícil clientes que têm acesso aos meios eletrônicos ligarem para dar sugestões ou exporem reclamações. Por isso, monitorar a redes sociais e “ouvir” o que os consumidores escrevem se torna estratégico na formação e manutenção de relacionamentos sólidos entre empresas e seus público, além da possibilidade de monitorar a sua imagem percebida.

Por Roberta Massoni
Fonte: Revista ABA março/2010

domingo, 2 de maio de 2010

Os cinco sentidos


Nos dias 11 e 12 de Maio acontecerá o 2° Seminário do grupo de pesquisa "Comunicação e Cultura do Ouvir", promovido pelo mestrado da Faculdade Cásper Líbero.

Durante o evento serão discutidos temas como: processos mediáticos, cultura do ouvir, áudio, som, música, entre outros.

Para participar basta mandar um email para eventos@facasper.com.br : com nome, RG, mesa que escolhida, curso e instituição. É importante destacar que apenas 10 vagas serão dispononobilizadas para público externo (não alunos da Faculdade).

Local: Pós-graduação - 5°andar da Faculdade Cásper Líbero
Mesa 1 -Dia 11: das 14h às 18h
Mesa 2 - Dia 12: das 08h30 às 12h30
Mais informações e programação completa :http://casperlibero.edu.br/noticias/index.php/n,=2851.html

Por: Alinne Arantes